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Um Absurdo Sem Fim

25
Jun16

Exames Nacionais

Loís Carvalho
(Foto: Rui Gaudêncio/ Público)

Hey Pessoal,

 

Um gap year não se faz só de trabalho e viagens, nomeu caso também fez parte algum estudo. Nos passados dias 17 e 22 realizei,novamente, exame nacional de Física e Química A e de Biologia e Geologia, respectivamente.Muitos devem-se estar a perguntar o por quê de os ter feito se já os tinha realizado. Achei, já que este ano estava a tentar perceber como funcionava a vida, poderia tentar ter uma nota melhor. E, como tentar não custa nada, lá fui eu mais uma vez sentar-me numa carteira de escola durante duas horas para realizar aquilo que sempre achei ser uma espécie de normalização dos jovens.

Senti-me um completo estranho naquele ambiente. Após um ano sem entrar numa escola e numa sala de aulas, o sentimento é muito diferente. Especialmente, estando eu a realizá-los numa escola onde não conheço ninguém a 300km de casa. A chamada, o preencher o cabeçalho, os avisos e o facto estara realizar aquelas provas fez-me recordar aqueles três anos que vivi no secundário junto de amigos, colegas e professoras. A diferença é que desta vez estava um pouco mais solitário,

Na verdade, sempre fui contra exames nacionais. Acho que, apesar de ser uma das formas mais justas de testar os conhecimentos e colocar todos os alunos no mesmo pé de igualdade para os estudos futuros, não são os conhecimentos que demonstras em duas horas e meia que deviam decidir a tua vida. Basicamente, é isso que acontece no nosso país. São as notas daquele momento de grande tensão e nervosismo, em conjunto com três longos anos detrabalho, que vão ser a tua chave para o futuro, pois é aquela nota que contará para entrar na faculdade e não o que realmente és.

Sempre defendi que o sistema de entrada nas faculdades deveria ser revisto, na medida em que este não é o mais justo com a grande maioria dos estudantes. Existem pequenas diferenças em cada um, devido às suas experiências na vida, que os podem tornar mais aptos para um certo curso do que aqueles que realmente têm média para ele. Em Portugal, não se tem em consideração as “skills” que cada um desenvolve, seja a nível pessoal,social, económico ou de outro tipo. Não se tem em consideração a vocação e as actividades extra-curriculares dos nossos estudantes. No caso de outros países, são muitas vezes estes “pormenores” que colocam os estudantes nas melhores faculdades,como Harvard, Oxford ou Cambridge. Não lhes interessa ter apenas alunos estudiosos, querem alunos que tenham uma vida e que saibam conciliar os seus estudos e uma vida normal. Nesta área continuo a achar que Portugal tem muito aaprender com países como os EUA, o Canadá e o RU.

Daqui a, aproximadamente, um mês estarei a realizara minha candidatura ao ensino superior, pela segunda vez. Desta vez, encontro-me ainda mais desiludido com o nosso sistema de ensino, principalmente depois de ter percebido que na vida o que realmente interessa não é só o “marrar”, mas sim quem “marrou” e é versátil para as situações que lhe aparecem. E no nosso caso, não nos ensinam isso.

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Lòís Carvalho, 20 anos, Mundo. Existe um sem fim de sítios onde ir, pessoas por conhecer, vidas para viver, sonhos para alcançar, mundos por descobrir.

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